O mercado de EAD (E-Learning) anseia por jogos há algum tempo. Porém, ao contrário do que se imaginava há uns anos atrás, hoje em dia ainda não é muito comum o uso de jogos no ensino a distância. Na verdade, os jogos acabaram sendo mais utilizados apenas como forma de reforçar ou testar o conhecimento dos alunos em simples atividades lúdicas tais como palavras cruzadas, forca, etc. Sinceramente, é muito pouco, ainda mais se pensarmos no potencial que um jogo tem na área de educação e treinamento.
A proposta
Este será um curso on-line básico e prático sobre criação de games. Não apenas jogos digitais, mas qualquer tipo de jogo. A idéia aqui é ir direto ao ponto e falar de alguns conceitos básicos e universais dos jogos com aplicação imediata na prática, sempre com atividades e exercícios.
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Os jogos têm conquistado cada vez mais espaço não apenas no mundo do entretenimento, onde sempre foram destaque, mas agora também no mundo da educação e treinamento. E dentro deste novo mundo, apesar de todo o seu potencial, os jogos ainda engatinham nas soluções propostas. Há bastante oba-oba e interesse por parte de todos, mas pouca prática a respeito. Muito devido a um universo de interesses por detrás (tema este para futuro post) que entram em choque e impedem o livre crescimento dos jogos nestas áreas educacionais, e muito devido a falta de pessoas realmente capacitadas para criar tais jogos mesclando o objetivo pedagógico sem excluir o objetivo da diversão e do desafio, típicos em games.
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Recentemente eu ‘brinquei’ de programar dois jogos terapêuticos. São projetos pessoais na verdade, um estudo sobre as possibilidades de uso dos jogos com conteúdo terapêutico e holístico.
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Projetar um jogo tendo em mente o número de participantes é algo básico no game design. No caso dos jogos educativos usados em salas de aula e também dos jogos de empresa presenciais, esta preocupação é ainda mais pertinente. Isso porque diversos elementos devem ser pensados em relação à dinâmica da partida e seus objetivos de aprendizagem para que, na prática, a partida não fique caótica ou mesmo nem consiga ser jogada.
Uma das funções do Game Designer é a definição das interações possíveis entre o jogador e o cenário do jogo. Isso inclui pensar e descrever em detalhes quais interações do tipo ‘clicar em itens’ são possíveis, sob quais condições e quais as conseqüências de cada uma delas. O game designer deverá colocar tudo isso no Documento de Game Design, dando destaque às interações mais importantes, ou seja, aquelas que provavelmente ocorrerão mais vezes dentro da partida.








