Tenho percebido que ainda há pouca ousadia no uso de jogos dentro dos cursos de e-learning (EaD). Quando uma empresa usa o termo ‘lúdico’, ou ‘jogos’, quase sempre está falando de personagens ou de atividades como caça palavras e combinar fileira um com fileira dois etc. É muito pouco diante do que um jogo pode fazer por seu curso e seu aprendizado.
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Chegamos ao final do nosso mini-curso de game design. Esta aula na verdade é uma avaliação final. Diferentemente das atividades propostas nas aulas anteriores, esta atividade final poderá ser enviada para mim para que eu analisar e dar um feedback.
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Depois de você projetar o jogo e ele ser produzido, chegou a hora de testá-lo. Este é um dos momentos mais importantes e normalmente, demorado. É quando fazemos uma análise do produto, não apenas em busca de erros no funcionamento, mas também para verificar se o mesmo atingiu seus objetivos lúdicos e, em alguns casos, educacionais.
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Volta e meia eu me refiro em meus artigos aos jogos de tabuleiro modernos. Apesar de já ter explicado em outro post como são estes jogos, muitas pessoas ainda me perguntam se estou me referindo a jogos do tipo Xadrez, Dama etc., ou mesmo aos jogos do tipo War, Interpol etc. Não, eu estou me referindo a outros jogos, que se aproximam destes últimos, porém com uma qualidade visual e material muito melhor e regras e dinâmicas bem mais divertidas e interessantes.
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As regras são a essência de um jogo. Certamente é o elemento principal. A regra vai definir como um jogo será, o que poderá ser feito nele, o que não poderá, em quais condições, com quais recursos e muitos outros detalhes. Imagine um campo onde você pode fazer tudo, sem restrições. As interações e possibilidades são quase ilimitadas. Seria algo próximo do caos. As regras organizam e dão sentido a este caos, limitando as ações, definindo as interações existentes na partida, sejam as interações do jogador com o jogo, sejam as interações dele com os demais jogadores. Isso vale para jogos digitais, jogos de tabuleiro, ou qualquer outra brincadeira lúdica. Todas elas possuem regras que definem seu funcionamento.
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Um dos principais elementos de um jogo é o seu enredo. Tanto que existem profissionais especializados em criar apenas o enredo de um game. Porém, normalmente esta função cabe ao game designer do projeto. Será ele quem definirá o grau de relevância e importância do enredo dentro do jogo, ou seja, se será um enredo que vai influenciar nas interações, conteúdo, mecânicas e regras do jogo ou se será um enredo mais voltado para atrair e imergir o jogador dentro do game. Ou ainda, em alguns casos, um enredo apenas para contextualizar o off-game, ou seja, um enredo que o jogador não terá contato durante a partida, como por exemplo, nos jogos abstratos.
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